Como o E-commerce está Salvando os Varejistas na Crise?

A pandemia do novo coronavírus mudou as nossas vidas. Seja no trabalho, nas relações interpessoais, no nosso dia a dia ou nos nossos hábitos. Mais de seis meses depois de decretada a pandemia mundial, muitos setores da economia sentem os reflexos de uma mudança forte no rumo. No varejo, uma das apostas para manter os negócios ativos foi no e-commerce, uma tarefa árdua, mas que bem administrada pode salvar empresas.

Mudança de hábitos aqueceu o mercado de e-commerce

Possivelmente o e-commerce ganhou mais espaço na sua vida nesses meses de pandemia, quarentena e isolamento social. Não só porque lojas de muitos segmentos estavam fechadas, mas também porque o comércio eletrônico apareceu como mais vantajoso, nem que seja para não precisar sair de casa, diminuindo assim a chance de contaminação. Bem ou mal, a verdade é que, salvo os supermercados e as farmácias, o vírus colocou o varejo em xeque. A situação só não foi ainda mais dramática porque o e-commerce foi a válvula de escape para muitos negócios que, possivelmente, não sobreviveriam a uma quarentena interminável até aqui.

Segundo o Webshoppers, as compras no e-commerce brasileiro feitas entre 17 de março e 27 de abril cresceram 14,4% sobre o período de 4 de fevereiro a 16 de março. Se comparado a abril do ano passado, o crescimento foi de incríveis 48,3%.

E um dado chama a atenção. Parte desses consumidores, mesmo os que nunca tinham comprado nada online, informou que manterá esse consumo digital após o fim da pandemia, o que confirma o e-commerce com uma alternativa viável para muitos negócios que ainda não começaram essa operação.

As dificuldades do varejo na pandemia

E mesmo com um cenário totalmente desfavorável, não se pode criticar o varejo físico, inclusive os shoppings, por quererem ampliar sua presença no e-commerce. Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers, o fechamento de 577 estabelecimentos em 222 cidades no país já provocou perdas na faixa de R$ 25 bilhões desde o início da pandemia. Nesse cenário de terra arrasada, especialistas apontam que a recuperação dos negócios dependerá enormemente da capacidade de cada um combinar vendas tradicionais com novos formatos, fundamental para a sobrevivência no mercado.

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, o Brasil abriu mais de uma loja virtual por minuto desde o início do isolamento social, em março. Em pouco mais de dois meses (março e abril), foram 107 mil novos estabelecimentos criados na Internet. Os setores com mais novas lojas digitais foram moda, alimentos e serviços. Antes da quarentena, a média de abertura de lojas na internet era de 10 mil estabelecimentos por mês.

E-commerce seria uma quebra de paradigma?

Em uma crise global de saúde como a que estamos enfrentando, é inevitável que haja uma mudança de paradigma. Aquilo que era considerado essencial, hoje podemos ver como supérfluo. E vários outros itens menos relevantes já se tornaram de primeira necessidade. Tudo isso vem acompanhado de uma incerteza no futuro e na recuperação econômica do país.

Na tentativa de impedir aglomerações e conter a curva de disseminação do vírus, fechando lojas físicas e mantendo os consumidores em casa, ficou nítidos o prejuízo para os varejistas. Dessa forma, as vendas online foram à saída para muitos continuarem operando, o que demandou focar e aprimorar processos logísticos, serviços de entrega, opções de pagamento, sites/aplicativos, parcerias, presença digital, etc. Elementos que muitas marcas, segmentos e empresários talvez nunca tivessem parado para pensar.

Já é possível pensar na pós-pandemia?

Pelo cenário que se apresenta no país atualmente, mesmo já passados mais de seis meses de quarentena, o retorno a vida normal ainda está longe. Mesmo com as lojas físicas reabrindo as portas, com a recente flexibilização do distanciamento instituído pelo poder público, e atendendo os protocolos locais de saúde, muitos consumidores seguem confinados em casa.

Dessa forma, acredita-se que até surgir uma vacina para a covid-19, o e-commerce deve continuar se fortalecendo, enquanto os locais de venda física terão uma longa e dura jornada de volta ao equilíbrio.

Por isso, vale a pena instituir o e-commerce de forma estruturada e delinear novos processos para sustentar esse formato. Adotar plataformas melhores, organizar logística e estoque, usar ferramentas para otimizar o atendimento e as vendas, melhorar o suporte ao cliente, fazer a integração do ERP com a loja virtual, tudo isso são ações que aprimoram não só o funcionamento do negócio no online, mas também toda a experiência de compra para o público. Algo muito valioso nessa ‘Era do Cliente’ em que vivemos.

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